Quatro policiais civis são presos suspeitos de envolvimento com roubo de cargas em MG
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Fachada do Ministério Público de Minas Gerais em BH.
MPMG /Divulgação
Quatro policiais civis foram presos temporariamente nesta terça-feira (3) durante a Operação Carga Pesada II, que investiga crimes de roubo e furto de cargas em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), foram detidos três investigadores e um escrivão ligados ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), da Polícia Civil de Minas Gerais.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana da capital.
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, há indícios de que os investigados teriam praticado crimes contra a administração pública, mediante o recebimento de vantagens indevidas de integrantes de uma organização criminosa denunciada na primeira fase da operação. A suspeita é que os policiais atuassem em benefício do grupo investigado.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional de Patos de Minas, em conjunto com a Polícia Militar de Minas Gerais e a Corregedoria da Polícia Civil. O objetivo é apurar e desarticular associação criminosa supostamente integrada por servidores da corporação.
"Esses policiais pertenciam uma delegacia com a atuação em todo o estado de Minas Gerais. Eles investigaram um roubo a princípio, roubo perpetrado por essa quadrilha ocorrido no município de Córrego Dantas. Ao chegarem até essa organização criminosa, ao invés de prendê-los, eles então solicitaram vantagem indevida recebendo ao que consta ao montante de 250.000", explicou o promotor de justiça Lucas Romão.
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Primeira fase da operação
A Operação Carga Pesada II é um desdobramento da primeira etapa da investigação, deflagrada em 24 de junho de 2025. Na ocasião, o Gaeco cumpriu 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em cidades mineiras como Patrocínio, Uberaba, Ibiá e Alfenas, além de Caruaru (PE) e Itaitinga (CE).
Segundo o MPMG, a organização criminosa tinha base operacional em Patrocínio, no Alto Paranaíba, e era especializada em roubo e furto de cargas de alto valor, especialmente de café. Os crimes envolviam grave ameaça com uso de armas de fogo, fraudes para desvio de mercadorias e participação de motoristas ligados ao esquema.
O prejuízo apurado ultrapassa R$ 5 milhões. Na primeira fase, 24 pessoas foram presas e houve apreensão de veículos, armas, munições, dinheiro em espécie, joias, documentos e equipamentos eletrônicos. Também foram determinadas indisponibilidades de bens, bloqueio de valores e restrições sobre imóveis dos investigados.
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