Ex-prefeito está foragido após denúncia do MP por chefiar jogos de azar, prostituição e obstruir investigações do Gaeco em MG

  • 13/02/2026
(Foto: Reprodução)
Ex-prefeito de Chácara, Emerson Damião Duque, é considerado foragido pela Justiça Prefeitura de Chácara/Divulgação O ex-prefeito de Chácara, Emerson Damião Duque, é um dos alvos da operação ‘Prenda-me se for capaz’ e apontado como líder de um esquema criminoso “altamente organizado” que atua com a exploração de jogos de azar, prostituição e lavagem de dinheiro de forma contínua e sofisticada em Juiz de Fora e região. Alvo de mandado de prisão, até a tarde da sexta-feira (13), Duque não havia sido localizado e era considerado foragido pela Justiça. Além dele, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga o advogado Eider Cunha Tavares, detido na última segunda-feira (9), e o policial militar Carlos Leonardo Zamblute Martins, preso e já condenado por associação com traficantes em crimes de extorsão e agiotagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp O g1 fez em contato com as defesas dos citados, mas, até a publicação desta reportagem, nenhuma delas havia se manifestado. Segundo o MPMG, o grupo mantinha “sofisticados mecanismos para obstrução de Justiça”, para impedir investigações e manter atividades ilícitas. O policial investigado, valendo-se da sua função, repassava informações sigilosas ao ex-prefeito em operações que tinham o grupo como alvo. Já o advogado seria o “elo estratégico e colaborador ativo”, utilizando conhecimentos jurídicos para orientar obstruções, incluindo denúncias falsas e o aconselhamento sobre como evitar a produção de provas nos crimes. Como funcionava o esquema e quem eram os envolvidos Conforme a denúncia do Ministério Público, Emerson Damião Duque teria assumido a liderança da organização criminosa em dezembro de 2020. O ex-prefeito se valia de informantes policiais, que, inclusive, lhe repassavam informações sigilosas sobre operações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Em 2016, Duque foi condenado em 1ª instância por prática de abuso de poder econômico e captação ilícita de votos referentes a eleição municipal. Ele ficou à frente do Executivo de Chácara entre 2017 e 2020. O papel de cada integrante do grupo denunciado pelo MP Eider Cunha Tavares, advogado: investigado por participação intelectual na elaboração de denúncias falsas contra um sargento para atrapalhar o trabalho da Polícia Militar; por dar orientações sobre como frustrar a coleta de provas e por intermediar pagamentos ilícitos ao grupo da qual fazia parte. Carlos Leonardo Zamblute Martins, policial militar: vazava informações sigilosas para o ex-prefeito. Em agosto do ano passado, foi condenado, junto com outro militar, em outro processo que apurou crimes de usura, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada em Juiz de Fora. Ele foi preso na operação ‘Alibaba’, em julho de 2023; Washington Elias Silva: apontado pelo MP como braço operacional essencial na estratégia de obstrução do grupo, é suspeito de participar, junto com Duque e o advogado Eider Cunha Tavares, de uma denúncia falsa contra um sargento da PM que vinha realizando autuações em pontos de exploração de jogos de azar. Pelo 181, eles teriam acusado o militar de recebimento de propina, no intuito de deslegitimar a atuação dele, além de “intimidá-lo e embaraçar as investigações decorrentes de suas ações legítimas”. Lucas Pereira Tavares: acusado de vazar informações referente à Operação ‘Lansky’, realizada em abril de 2023, para combater a exploração de casas de prostituição e lavagem de dinheiro. Ele também é apontado como dono de um grupo de conversa por aplicativo para o compartilhamento de informações sigilosas sobre ações policiais. Por ser réu primário sem antecedentes criminais, ele foi denunciado, mas responderá em liberdade. O que diz a PM e a OAB A Polícia Militar informou que o policial Carlos Leonardo Zamblute Martins está preso, e encontra-se em andamento o processo administrativo demissionário. A reportagem também fez contato com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Juiz de Fora, que informou que, “em respeito às suas atribuições legais, não se manifesta acerca de processos judiciais ou investigações policiais em curso” e que, por isso, não comentaria a situação do advogado Eider Cunha Tavares. LEIA TAMBÉM: Quem é o delegado de narcóticos suspeito de integrar quadrilha de tráfico de drogas que pode ter movimentado até R$ 1 bilhão Justiça mantém prisão de policial suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro que tinha fuzis, carros de luxo e até aeronave em Ubá ASSISTA TAMBÉM: Delegado e investigadores são presos por compor quadrilha suspeita de movimentar quase R$ 1 bilhão Delegado e investigadores são presos por compor quadrilha suspeita de movimentar quase R$ VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/02/13/ex-prefeito-esta-foragido-apos-denuncia-do-mp-por-chefiar-jogos-de-azar-prostituicao-e-obstruir-investigacoes-do-gaeco-em-mg.ghtml


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