Homem é condenado a 60 anos por matar ex-companheira a facadas no Sul de Minas
23/04/2026
(Foto: Reprodução) O homem acusado de matar Carla Alves Pardinho, em julho de 2025, em Campo Belo (MG), foi condenado nesta quinta-feira (23) a 60 anos de reclusão em regime fechado. O julgamento aconteceu no Fórum da cidade e foi presidido pela juíza Maiara Nuernberg Philippi.
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O processo tramita em segredo de Justiça. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras previstas no artigo 121-A, §2º, incisos III, IV e V, do Código Penal, que tratam do crime de feminicídio. Não houve fixação de pena de multa.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o réu, Maurício Júnior Valadão, está preso no Presídio de Campo Belo desde 15 de julho de 2025, data do crime, e permanece à disposição da Justiça.
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Maurício Júnior Valadão é suspeito de matar a companheira, Carla Alves Pardinho
Reprodução / Redes Sociais
O crime
Carla Alves Pardinho, de 30 anos, foi morta a facadas pelo então companheiro, de 28 anos, na tarde de 15 de julho de 2025, no bairro Vila São Jorge, em Campo Belo. Moradores relataram à Polícia Militar que ouviram gritos e presenciaram o momento em que a vítima foi atacada.
Carla chegou a ser socorrida pelo Samu, com apoio do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a equipe médica, ela apresentava várias perfurações no pescoço e entrou em parada cardiorrespiratória.
De acordo com a Polícia Civil, o agressor desferiu 11 facadas, sendo oito no pescoço e três nas costas, conforme apontou a perícia.
Medidas protetivas
Segundo a Polícia Civil, Carla havia procurado a Delegacia da Mulher dias antes do crime para registrar um boletim de ocorrência por ameaças e perseguição após o fim do relacionamento. As medidas protetivas chegaram a ser concedidas pela Justiça, mas foram retiradas a pedido da própria vítima poucos dias antes do assassinato.
Vítima chegou a ser socorrida pelo Samu mas não resistiu aos ferimentos. O Corpo de Bombeiros também atuou no atendimento
Portal Campo Belo/Divulgação
“Ela depositou uma confiança em quem não era confiável. Infelizmente, a gente viu que ela retirou a medida protetiva por acreditar numa mudança, por esperança. Mas ele se mostrou ainda mais violento e cometeu esse ato bárbaro à luz do dia, na frente do filho dela, que tem apenas quatro anos”, afirmou a delegada da mulher, Rafaela Franco, na época do crime.
Após o crime, Maurício Júnior Valadão tentou fugir e chegou a se esconder em uma casa nos fundos da residência da vítima. Moradores tentaram linchá-lo, mas ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
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Ainda segundo a PM, após o ataque, o homem subiu para o andar superior da casa, arrombou a porta do banheiro e tentou se enforcar com uma corda improvisada. A tentativa não teve êxito porque a corda se rompeu. Em seguida, ele tentou fugir pelos fundos do imóvel.
O suspeito apresentava escoriações no rosto e nas costas, atribuídas à tentativa de linchamento, além de marcas no pescoço, causadas pela tentativa de suicídio.
A Polícia Civil informou que a rede de proteção do município foi acionada para oferecer apoio psicológico e assistencial ao filho da vítima, de quatro anos.
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